Superquadra de Brasília é destaque em publicação do Iphan

capasuperquadra

Cidade rara, com contornos peculiares desenhados por Lucio Costa e com arquitetura arrojada projetada por Oscar Niemeyer, além do histórico de sua construção pelas mãos de tantos pioneiros e candangos, Brasília (DF) tem triplo reconhecimento enquanto patrimônio cultural, sendo protegida pelo Governo do Distrito Federal, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. 

Entre os elementos urbanísticos mais notáveis da cidade planejada para ser a Capital da República está a superquadra. Sua concepção, conforme seu autor, o urbanista Lucio Costa, dizia respeito à reaproximação do habitante com o seu lugar de morada, reconectando aspectos bucólicos às edificações a partir de uma relação do ambiente construído com os espaços circundantes, livres e arborizados, nos quais o morador se veria em condições de desfrutar simultaneamente das qualidades da cidade e do campo.

Com o objetivo de estimular o cidadão sobre sua responsabilidade com a preservação do patrimônio cultural e urbanístico da cidade, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por meio de sua Superintendência no Distrito Federal (Iphan-DF), disponibiliza a versão digital da publicação Superquadra de Brasília – preservando um lugar de viver, com o propósito de construir um diálogo com o morador de Brasília, particularmente, o da superquadra, sobre o significado desse componente urbanístico fundamental para a constituição e valorização do espaço urbano da cidade.

Uma nova maneira de morar
Entre os elementos urbanísticos mais notáveis da cidade planejada para ser a Capital da República está a Superquadra. Sua concepção, conforme seu autor, o urbanista Lucio Costa, dizia respeito à reaproximação do habitante com o seu lugar de morada, reconectando aspectos bucólicos às edificações a partir de uma relação do ambiente construído com os espaços circundantes, livres e arborizados, nos quais o morador se veria em condições de desfrutar simultaneamente das qualidades da cidade e do campo. A relativa separação das funções do habitar dos demais fluxos urbanos, livraria as áreas residenciais das densidades e pressões mais intensas e indesejáveis da vida urbana, que estariam concentradas nos cruzamentos dos dois grandes eixos que conformam a cidade: o Monumental e o Rodoviário.

 “A proposta de Brasília mudou a imagem de ‘morar em apartamento’, e isto porque morar em apartamento na superquadra significa dispor de chão livre e gramados generosos contíguos à “casa”, numa escala que um lote individual normal não tem possibilidade de oferecer.” 

Lucio Costa, em Brasília revisitada, 1985-1987: complementação, preservação, adensamento e expansão urbana (1989)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s