Livros do projeto Parada Cultural são tratados com descaso

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Nos eixinhos e na L2 Norte os livros ficam empilhados na estrutura da parada de ônibus. Tem gente que não toma cuidado e usa até os livros até para sentar. Alguns exemplares deixados no chão molhado mostra o descaso com que algumas pessoas tratam as obras.

Na W3 Norte os livros ficam em estantes abertas. Se alguns não são cuidadosos, outros tentam ajudar. Enquanto esperava o ônibus, a monitora de creche Maria Ivanilda Bezerra encontrou um livro para ler e aproveitou para organizar a estante.

“Eu estou tentando organizar e pegar o ônibus ao mesmo tempo. Porque na placa está pedindo que organize. Eu achei muito legal. Tenho medo dos livros molharem, porque são tão bonitos”, ressalva.

Em uma das paradas culturais, o funcionário público Hamilton Mariano Carvalho achou livros que o ajudaram em trabalhos escolares. Ele voltou a estudar depois de 22 anos e para concluir o segundo grau usou os livros das paradas culturais. “Na minha cidade, na época, não tinha uma biblioteca pública. E esses livros foram muito úteis para a conclusão do meu segundo grau”, conta.

Atualmente as mini-bibliotecas estão em 70 paradas de ônibus. São obras variadas: livros de literatura, pedagógicos, técnicos, dicionários e enciclopédias. O projeto existe há três anos. Qualquer pessoa pode pegar um livro emprestado. A única condição é que ele seja devolvido em bom estado de conservação para que outras pessoas possam ler.

Agora o projeto ganhou o apoio de uma fundação que vai financiar armários com portas para guardar os livros e em duas paradas serão instalados computadores com acesso grátis à internet. A idéia já foi copiada na Alemanha, França e Espanha. O índice de não devolução dos livros é baixo.

“Tem livros aqui que você acha aqui em nenhum outro lugar. São antigos não acha nem em internet”, disse o artista plástico Edvar Ribeiro Lima.

O idealizador das paradas culturais, Luiz Amorim, aprendeu a ler aos 18 anos. Para ele só com educação e cultura é possível melhorar a própria vida, a da cidade e do país. “Eu vi que uma das possibilidades do homem ser livre era através da arte. Então, essa era minha vontade de democratizar a leitura. Tanto que hoje a gente tem essas micro-bibliotecas particulares”, completa.

Foi com livros das paradas que a estudante Renata estudou para o vestibular. Ela está na Unb e ainda pega livros emprestados. “O material para o vestibular é muito caro. Então foi uma mão na roda pegar os livros na parada, me ajudou em tudo. O livro é capaz de mudar uma história”, afirma.

Para doar livros, basta deixá-los em qualquer uma das paradas culturais ou no açougue que fica na quadra 312 Norte bloco B. Para mais sobre as doações basta ligar para: 3274-1665.

Fonte: DFTV – Lívia Veiga / Luiz Ródnei

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